
Durante uma grande parte da minha vida essa frase me atormentou. Não pude ir ao cinema naquela vez, ou a Storm naquela outra vez, nem no Bobs, nem no Ibirapuera e sei que agora me perco em alguns raros 'remembers' da galera mas hoje tenho o conforto de ser o que eu queria ser, de poder fazer o que eu não podia. Não fui precoce, subia pro meu apartamento quando a coisa ficava feia, não entendia certos termos que eram usados e me sentia muito mal quando me chamavam de infantil mas agora eu penso se eu realmente era infantil ou se a situação era adulta demais. Fico com a segunda opção. Não quero me vingar nem falar dos meus ressentimentos do passado, quero simplesmente contar como é sentir o que eu sinto. Fazia tudo em sacrifício de um futuro, falas como ' A mãe da Juliana nunca vai deixar ela ir' machucavam, porém eram a minha realidade. Será que eu era tão chatinha e careta assim? Queria poder gritar pro mundo inteiro que agora ela deixa eu ir e mais, agora eu me sinto preparada para ir. Ficaram algumas marcas mas hoje eu olho pra mim e penso se seria a mesma coisa se tivesse ido. Hoje eu estudo numa ótima universidade, tenho ótimos amigos, sou esclarecida e não digo isso com ironias, mas com orgulho mesmo. Ser jovem, paulistano, universitário e livre é uma utopia pra alguns, mas (modestia à parte), uma realidade pra mim. Sempre sonhei em ser assim.
nossa, ju! que legal! eu sei que vai soar cafona isso mas é bonito seu esclarecimento haha! seriously!
ResponderExcluirbem, agora que somos universitárias felizes e (quase) independentes da maior e mais incrível cidade da américa latina, KISS AND FLY SEXTA! haha!
Excelente. Sem mais palavras...
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